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1 de abril de 2015

TODO DIA - DAVID LEVITHAN

Um livro sobre viver, ser, estar e amar.

Não lembro onde descobri esse livro, só lembro que desde a primeira leitura da sinopse me interessei, afinal a trama é bem ousada: uma pessoa que todo dia é um alguém diferente. Não lembro se o comprei ou se o ganhei, só sei que o tenho e que demorei bastante para terminá-lo, me arrependo disso.
A, como nosso querido narrador e personagem principal se autodenominou, é um "viajante"; a cada amanhecer, ele pega emprestado a vida de uma pessoa, e essa pessoa é sempre da mesma faixa etária que ele - uns 16/17 anos. Até que um dia ele acorda no corpo de um garoto e se apaixona pela namorada dele. É aí que tudo muda.
Ao se apaixonar por essa garota, A muda seus hábitos e começa a reacender esperanças que haviam sido esquecidas há tempos. 
O livro se passa justamente nesse período, nesse momento clímax de sua existência. Como ficar perto dela se a cada dia seu exterior mudava? E só lendo para descobrir. Não é um romance meloso, é realista (na medida do possível) e não há momentos forçados ou idealizados demais. Foi o que mais gostei na história, a naturalidade que tudo me passou.
Durante as trocas de corpos, podemos ter de presente diversas reflexões feitas por David Levithan, sobre coisas pequenas e grandes da vida. Como o fato de que somos sortudos por termos as mesmas pessoas ao nosso redor, na maior parte do tempo; ou como a confiança é a coisa mais importante nas relações; ou o fato de que "estar lá" é essencial. 
A, através de seu sofrimento, compaixão e altruísmo, nos leva a pensar sobre tudo. Tudo.
E no geral o livro é bem triste, bem triste mesmo. O escritor consegue passar toda a angústia de se ter uma vida diferente a cada dia, de não ser capaz de amar e ser amado reciprocamente, de construir relações, de construir memórias. 
Posso dizer que esse livro entrou para os meus preferidos e vai ser indicado pra todos aqueles que eu puder indicar (começando por vocês).
E sobre o desfecho: é o tipo de finalização que acaba com você emocionalmente, e ainda deixa milhões de incógnitas, mas não de um jeito ruim, de um jeito bom. Você mesmo pode continuar a história. Porque afinal, a vida é assim; as coisas acabam porém sempre há um continuação. Vivemos num círculo, como disse Raphael Draccon em Dragões de Éter (), e o círculo nunca termina, ele sempre se renova. Mesmo após a morte, há continuações. Então é quase impossível um autor dar um desfecho concreto pra uma história. 
Uma das minhas frases preferidas da obra foi:

Obrigada pela experiência, A e Sr. Levithan.

Bom, como gostei bastante da escrita do David, já coloquei diversos livros dele na lista de "desejados" lá no Skoob. O autor já tem 17 livros publicados, e entre os mais conhecidos pode-se citar:
  • Will & Will, escrito em parceria com o John Green.
  • Nick & Norah - Uma Noite de Amor e Música, que virou filme! Os atores principais são Michael Cera (Juno, Scott Pilgrim Contra o Mundo, Superbad - é hoje) e Kat Dennings (2 Broke Girls, A Casa das Coelhinhas). Ainda não assisti mas parece ser muito legal, veja o trailer aqui.  
E os que me chamaram mais atenção:
Pelas sinopses dos livros e a partir da leitura de Todo Dia, posso dizer que David Levithan é inovador e destemido. 
Espero que essa resenha tenha inspirado vocês a irem atrás desse cara hahahah; e se alguém já tiver lido algo do David, seja Todo Dia, Will & Will, qualquer um, fique a vontade de deixar sua opinião nos comentários. Gosto muito de ler pontos de vista diferentes!
Até o próximo post!

4 de novembro de 2014

LIVRO: TODA POESIA - PAULO LEMINSKI







"Poemas esparsos", esta edição percorre pela primeira vez toda a trajetória poética do autor paranaense. O haikai, a poesia concreta, o poema-piada oswaldiano, o slogan e a canção - nada parece ter escapado ao "samurai malandro", que demonstra aqui, com beleza e vigor, por que tem sido um dos poetas brasileiros mais lidos e celebrados das últimas décadas. Com apresentação da poeta (e sua companheira por duas décadas) Alice Ruiz S, posfácio do crítico e compositor José Miguel Wisnik e um apêndice que reúne textos de, entre outros, Caetano Veloso, Haroldo de Campos e Leyla Perrone-Moisés, toda poesia é uma verdadeira aventura - para a inteligência e a sensibilidade.

Faz bastante tempo que estava querendo fazer um post aqui no blog sobre esse livro. Tenho ele na minha pequena e humilde coleção de livros, desde o ano passado, ou seja, no mesmo ano em que foi lançado. Adoro poesia, mas pouco sabia sobre as do Paulo Leminski. O livro tem mais de 400 folhas, e reune toda a obra poética do Paulo (que Deus o tenha). É visível como ele brincava com as palavras. Confesso que tem várias que eu precisei ler atentamente - e mais de uma vez - pra entender... Teve outras que nem entendi, mas tudo bem haha. Como se trata exclusivamente de um livro sobre poesias, fica difícil fazer uma super resenha, na verdade nem chamo isso de resenha, mas sim, um simples comentário sobre um livro, que é um dos meus preferidos, já que eu sempre abro ele em qualquer página aleatória, e leio um pouco. É uma mistura de jogo de palavras, delicadeza, pensamentos viajantes, e realistas. Pra quem curte, a minha recomendação não é outra: leiam. O Toda Poesia é descrito por muitos como: a força e fraqueza de Paulo Leminski.

"Acaso é este encontro
entre o tempo e o espaço
mais do que um sonho que eu conto
ou mais do que um poema que eu faço?"





V, de viagem

Viajar me deixa
a alma rasa,
perto de tudo,
longe de casa.

Em casa, estava a vida,
aquela que, na viagem,
viajava, bela
e adormecida.

A vida viajava, 
mas não viajava eu,
que toda viagem
é feita de partida.



23 de janeiro de 2014

CIDADES DE PAPEL - JOHN GREEN



Se tem uma coisa que de uns tempos pra cá venho ganhando mais gosto e interesse, essa coisa é a leitura. Se eu falar que sempre gostei muuuito de ler livros, eu vou estar mentindo. No ensino fundamental eu pegava alguns livros na biblioteca da escola e levava pra casa, e lia ás vezes sim, ás vezes não, era um pouco preguiçosa pra leitura, confesso. Pelo titulo do post vocês já devem ter reparado que sim, irei falar um pouco de um dos livros do tão magnifico escritor John Green. Ele é um dos escritores norte-americanos mais queridos pelo público jovem. Depois de escrever e lançar A culpa é das estrelas - livro maravilhoso  - dar  pra perceber que ele vem conquistando muito mais leitores não só com essa obra, mas com outras também. Ele é digno de admiração, porém as vezes me decepciona um pouco em seus finais.

Ganhei Cidades de papel no meu aniversário.. ganhei mas na verdade eu que escolhi esse presente hahaha, queria muito ler esse livro, daí minha melhor amiga foi lá comigo e comprou. Gostei do livro, da leitura, e do enredo, porém o final foi pouco para todo trama que o livro possui. Ainda assim, achei bacana o livro, e vou comentar um pouco dele depois da sinopse.


Sinopse: O adolescente Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnifica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vigança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia. Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo tornou-se um mistério. No entendo, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava conhecer.

Pra entender mais a historia, o livro segue aquele velho clichê: O menino não popular, que é apaixonado pela garota mais linda e popular da escola. O que tem diferente nessa paixão platônica é que Quentin e Margo se conhecem desde pequenos, e sempre foram amigos, ou quase sempre. Quando tinham 10 anos eles encontraram um homem morto no parque, e Margo concluiu que os fios daquele homem tinham se arrebentado. Os fios da meada. Os anos se passaram e eles se distanciaram, mas ambos nunca esqueceram daquilo. Talvez por isso que Margo tenha escolhido Quetin para ajuda-la nas suas vinganças. Naquela noite eles se arriscaram muito, mas também se divertiram bastante.

No outro dia Q acredita que sua amizade com Margo pode vim a se tornar mais estável, porém até descobrir que ela desapareceu, o que não é nenhuma novidade, já que a garota sempre fazia isso, e sempre deixava uma pista de como acha-la. Só que dessa vez as pistas que Margo deixou foram muito mais confusas, fazendo Quetin quase enlouquecer e ficar muito determinado a encontra-la, achando até mesmo que ela poderia ter perdido o fio da sua meada. Nessa busca por Margo ele visita muitas cidades denominadas Cidades de papel.. são cidades vazias e sem vida.. Tornando sempre essa busca um fracasso. Até que um dia ele encontra uma pista na internet, através de um comentario anonimo escrito de um jeito que só Margo Spiegelman poderia ter escrito.

Aí começa a busca louca por ela, e essa é a parte mais engraçada do livro, pois Quetin arrasta com ele seus melhores amigos Ben e Radar, e a Lacey, que é amiga da Margo, porém que foi alvo de uma das suas vinganças. Eles correm (dirigem) contra o tempo para chegar até Margo antes que ela mais uma vez abandone aquele lugar, e ele perca a única e talvez ultima chance de enfim acha-la.

A historia como eu já falei tem todo um enredo bacana e divertido, em alguns momentinhos ficando um pouquinho tedioso. O final não é o óbvio, mas também não é surpreendente. Mas faz a leitura valer a pena sim. Estou ansiosa para ler outros títulos dele como O teorema de Khaterine, Quem é você, Alasca? E espero que o John nos presentei ainda com muitos livros bacanas.




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16 de fevereiro de 2013

E SE A MAIS ÉPICA HISTORIA DE AMOR, NÃO FOSSE BEM COMO OCORREU?



E aí pessoal? Espero que esteja tudo bom com vocês. Eu sou o Gabriel, mas podem me chamar de Gabe. Vocês com certeza devem ter visto o post sobre a parceria de meu blog com o Coisas Que Convém, Colors Beat é o nome dele. Venho comunicar a vocês que eu terei uma coluna aqui no blog da Millena sobre literatura e outras coisas. Trouxe para vocês hoje uma resenha sobre o livro que acabei de ler: Julieta Imortal, de Stacey Jay.


Por muito tempo, “Romeu e Julieta” foi sem sombra de dúvidas, um dos romances mais épicos de toda a história de Shakespeare. Nos dias de hoje, Stacey Jay mostrou, com a ajuda de Ariel Dragland e Dylan Stroud que toda aquela história era uma farsa.

O livro de Stacey é na verdade a explicação exata de quem são os “Embaixadores da Luz” e os “Mercenários do Apocalipse”. Romeu – de acordo com Julieta –, era uma criatura que só pensava em si e não tinha sequer o amor próprio, e em troca da imortalidade, tirou a vida de sua amada. Após isso é cabida a Julieta a função de Embaixadora, o que significa que ela terá de voltar à vida (reencarnar em outro corpo) para salvar casais que estão correndo risco, assim como era quando nos velhos tempos, Julieta e Romeu.

O livro tem uma leitura gostosa e descontraída, com comentários e passagens super interessantes e diferentes do que costumamos ver nos romances enjoativos e “sombrios” de sempre, o livro é realmente sombrio e com certeza vai te deixar fissurado.

Romeu Imortal é o segundo livro, digamos que a continuação do primeiro livro (Julieta Imortal), assim que eu consegui-lo e ler, contarei a vocês o que achei.


Sinopse:

Julieta Capuleto não tirou a própria vida. Ela foi assassinada pela pessoa em quem mais confiava, seu marido, Romeu Montecchio, que fez o sacrifício para assegurar sua imortalidade. Mas Romeu não imaginou que Julieta também teria vida eterna e se tornaria uma agente dos Embaixadores da Luz.

Por setecentos anos, Julieta lutou para preservar o amor e a vida de inocentes, enquanto Romeu tinha por fim destruir o coração humano. Mas agora que Julieta encontrou seu amor proibido, Romeu fará tudo que estiver ao seu alcance para destruir a felicidade dela.

Segredos, mistérios e surpresas envolvem este poderoso romance em que o casal mais famoso da literatura mundial tem a chance de contar sua verdadeira história.